A União dos Escrivães de Polícia Civil de Pernambuco.
A União dos Escrivães de Polícia Civil de Pernambuco é uma sociedade civil sem fins econômico, de duração indeterminada, com número de sócios indeterminado, com sede na Rua da Aurora, nº 175, Edf. Duarte Coelho, Bloc “C “, Sala 704, Boa Vista, Recife-PE, usando a sigla ” UNEPPE “, Composta de sócios servidores públicos do Estado de Pernambuco, devendo ser filiada à Federação das Associações de Servidores Públicos em Pernambuco e, na conformidade do que dispõe o Art. 124, Ítem VIII, da Emenda Constitucional nº 2, de 25 de março de 1970 ( Constituição do Estado de Pernambuco ) o direito de associação para defesa, assistência e representação coletiva da Classe dos Escrivães de Polícia Civil de Pernambuco, perante os poderes públicos na forma prevista em Lei. Obedecendo ao seu Estatuto, em seu Artigo 4º, temos referenciado as seguintes Categorias de Sócios: – Sócios Fundadores; – Sócios Efetivos; – Sócios Benfeitores; – Sócios Beneméritos; – Sócios de Honra. Sua data de fundação foi em 23 de março de 1983, tendo o seu primeiro Presidente o Escrivão de Polícia David Pessôa de Barros e Sócios Fundadores, os Escrivães de Polícia: Luiz Avelino de Andrade Filho, Marcos Túlio Martins Pacheco, Severino Paulo de Aquino, Delmival Luiz de Figueiredo, Joacy de Sá Cavalcante, Diomedes Pereira das Neves, Antonio Carlos de Mattos

Nossa História

Burgos, Robson José de Melo, Albérico José Norberto da Silva, Antônio Carlos Standislau Lins, Edson Muniz, Pedde John Vilela, José Raimundo Barbosa de Arruda, Carlos Fernando dos Santos Coelho, Argemiro Herculano Dias, Paulo Reis de Azevedo, José Carlos Alves Pereira, José Torres Guimarães Filho, Reginaldo Francisco Silva, Adjacir Sérgio de Araújo, Jaime Januário dos Santos, Estevão Orlando de Oliveira Bahé. Período das gestões dos Presidentes: 1. David Pessoa de Barros ( Sócio Fundador ) – de 1983 à 1986. 2. Antonio Carlos de Mattos Burgos ( Sócio Fundador ) – de 1986 á 1992. 3. Djalma de Souza Araújo ( Sócio Efetivo ) – de 1992 à 1998. 4. Dicival Gonçalves da Silva ( Sócio Efetivo ) – de 1998 até 14/07/2006. 5. Albertin Antonio Ramos de Araújo ( Sócio Efetivo ) – Presidente atual. POR QUE FOI CRIADA A UNEPPE ? COMO FOI CRIADA A UNEPPE ? PREÂMBULO: ( VISÃO DA POLÍCIA CIVIL DE ARRAES – 1962 a 1964 ) 1. Antes da Revolução de 1964, os Policiais Civis da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Pernambuco, eram formados por uma Guarda Civil com 1.000 ( mil homens ). Um corpo de Investigações e um Corpo de Comissários. Todos tinham suas hierarquias e suas funções estabelecidas. Os Delegados eram pessoas estranhas aos quadros da SSP e só ocupavam esses cargos quando um Deputado de influência ao Governador pedia sua nomeação. O Comando Geral da Polícia Militar era subordinado diretamente ao Secretário de Segurança, tinha este o poder de mudar Comandante e fazer suas devidas reformas e, baixar portarias transformando grande parte desse seguimento de Segurança Preventiva ou Ostensiva em Polícia Judiciária. ERA os casos de nomear um tenente PM para ser Delegado de Polícia em determinada cidade do Interior e Sargentos em Cidades de menor porte. A Polícia Civil sempre foi uma Polícia de carreira. Partiam do símbolo SP-2; SP-3; SP-4; SP-5; SP-6; SP-7; SP-8; SP-9; e SP-10. CARREIRA E HIERARQUIA NA GUARDA CIVIL: 2. Os símbolos inferiores se referiam aos Guardas Civis., os quais vestiam fardamentos azul, com brasão sobre o peito; com a palavra ” LEX “, muito semelhante a polícia Judiciária dos Estados Unidos. Tínhamos o Guarda de 3a classe ( SP-2 ), Guarda Civil de 2ª classe ( SP-3 ); Guarda Civil de 1a classe ( SP-4 ). Daí começavam os escalões superiores que partiam do Fiscal Auxiliar de Guardas ( SP-5 ); Fiscal de Guardas ( SP-6 ); Fiscal Geral de Guardas ( SP-7 ); Sub-inspetor de Guardas ( SP-8 ); Inspetor de Guardas ( SP-9 ) e Inspetor Geral de Guardas ( SP-10 ). CARREIRA E HIERARQUIA NO CORPO DE INVESTIGADORES:OS ESCRIVÃES: 3. Existia também o Corpo de Investigações, que na verdade era a Elite do Governo Arraes, uma espécie de FBI. – Todos os Guardas Civis rendiam obediência Hierárquica aos Investigadores, que partiam do símbolo SP-5 ( Investigador Auxiliar ); SP-6 ( Investigador Assistente ); SP-7 ( Investigador de Polícia ). SP-8 (Comissário de Polícia); SP-9 ( Comissário-Inspetor ); e finalmente o Inspetor de Polícia SP-10. O quadro dos Escrivães de Polícia era único e o padrão era o SP-7. 4. A Polícia Preventiva, a Polícia Ostensiva da Secretaria da Segurança Pública era montada sobre o corpo da Guarda Civil, subordinada a um Comandante nomeado pelo Governador do Estado, por indicação do titular da pasta da SSP. 5. A Polícia Militar não se envolvia no policiamento de rua, exceto quando determinado pelo Secretário de Segurança. Existia uma Unidade da PM intitulada RÁDIO PATRULHA (R/P) que, quando chamado, dava total assistência à Polícia Civil. A Polícia Militar dava cobertura ao Agreste e Sertão do Estado e Cidades distantes da que é hoje chamada área Metropolitana do Recife. Todo serviço no que se refere ao policiamento Militar, era monitorado e fiscalizado pela SSP, inclusive, transferindo-os, punindo, nomeando ou até demitindo ( os casos de demissão dependia de Ato do Governador ). 6. Um Guarda Civil SP-2, antes da Revolução de 1964, em pleno Governo de Miguel Arraes, tinha vencimento superior ao vencimento de um Cabo-PM e inferior ao vencimento de um 3º Sargento. Um Comissário de Polícia SP-10, percebia vencimento igual ou superior a de um Coronel da PM. POLICIAMENTO NA PERIFERIA E FAVELAS: 7. Em cada bairro do Município de Recife, principalmente em Altos e Favelas, tinha um Posto Policial, na época chamado de COMISSARIADO. Era chefiado por um Comissário ou por um Investigador, da inteira confiança do Secretário, por indicação do Delegado do Distrito. Esses Comissariados tinham xadrez, livros de ocorrências, livros de queixas, livros de pessoas detidas para averiguações e, assim, a Secretaria de Segurança Pública era conhecedora de tudo quanto se passava em cada bairro, em cada distrito, A violência era controlada porque nos bairros tinham os policiais civis agindo com rapidez, ora prendendo, ora aconselhando, ora salvando vidas, e o povo vivia numa perfeita integração ( sociedade e polícia ). Os gastos eram menores. 8. Não havia quadro de Delegados de Polícia. Esse pessoal era indicado por um Deputado de influência junto ao Governador e logo nomeado para exercer o cargo de Delegado de Polícia. Os Delegados tratavam os Comissários, os Investigadores e os Escrivães de Polícia com muito carinho, com muita educação e uma atenção totalmente privilegiada. Na verdade, a Polícia Civil brilhava como sempre brilhou no Governo do Dr. Cid. Feijó Sampaio e no Governo do Dr. Miguel Arraes de Alencar. 9. Com a Revolução tudo mudou. Os Policiais militares cresceram em prestígio e em vencimentos, deixando a nossa Polícia Civil em 3º plano e não houve mais Governo que fizesse voltar os tempos anterior à Revolução. A Polícia Militar cresceu tanto que seu Comandante que sempre foi subordinado ao Secretário de Segurança conseguiu ” Status de Secretário de Estado ” e mais tarde tornou-se independente da SSP´, passando a agir livremente, dando satisfações, quando queria, ao Governador do Estado. CRIAÇÃO DO QUADRO DE DELEGADO DE POLÍCIA: 10. Entre 1970 e 1972, o então Secretário de Segurança Pública, Cel do Exército Egmont Bastos Gonçalves e seu Chefe de Gabinete, Delegado da Polícia Federal, Dr. John Gomes Fontenele, tendo carta branca do então Governador do Estado, o Ministro ERALDO GUEIROS LEITE, querendo proteger muitos afilhados de políticos pernambucanos que vinham exercendo interinamente o cargo de confiança de Delegado de Polícia, resolveu então CRIAR A POLICIA DE CARREIRA. Verdadeiro absurdo porque a nossa Polícia Civil sempre foi uma Polícia de Carreira. 11. Foram aproveitados sem concurso público os Delegados que já vinham exercendo a função e uma verdadeira lavas de homens desconhecidos que também sem concurso público foram aproveitados e nomeados efetivamente como Delegados de Polícia. MUDANÇA NA POLÍCIA CIVIL( PARA PIOR ) 12. A Polícia Civil foi totalmente transformada. Não era mais aquela Polícia Civil dos tempos do Dr. Cid Sampaio nem do Dr. Miguel Arraes. Os Delegados se achavam dono do Poder e do mundo. Passaram a desmoralizar os Comissários de Polícia, os Agentes (cargos criados depois da Revolução, numa imitação aos Agentes Federais ). Prendiam e algemavam todo e qualquer policial que houvesse denúncia contra ele. Eram recolhidos ao DOPS ( Delegacia de Polícia Política ) sem nenhuma chance de defesa. Até os Escrivães que eram considerados homens do mais alto nível dentro da esfera policial passaram também a serem desmoralizados pelos senhores Delegados. Depois da criação do Cargo de Delegados de Polícia, eles criaram uma Associação que não se manifestavam politicamente em nada, o objetivo era unir a classe e fazer com que um Delegado não desfizesse o que fosse feito por um outro Delegado. Tinha também um outro objetivo: O deputado Jarbas Vasconcelos entrou na Justiça contra a criação dos Delegados sem concurso público e havia zum zum dentro da classe desses doutores, caso perdesse a causa, para darem uma grande surra naquele Deputado autor da ação e parece que fizeram ou vinham fazendo até uma vaquinha para tal decisão. 13. E assim, a Polícia Civil passou a trabalhar amedrontada, amordaçada, com medo de punição e até de demissão. Não era mais a mesma Polícia. Os Delegados para aumentarem seus poderes dentro da esfera policial conseguiram com o Secretário de Segurança o fechamento de todos os Comissariados de Polícia e, fizeram criar mais Delegacias, proporcionando grandes despesas para o erário público, porque, com a criação de Delegacia obviamente teria de ser nomeados mais Delegados. E isto perdura até os dias atuais. 14. Nunca um Delegado de Polícia foi ao Secretário dizer que o número de Agentes era pequeno ou que faltava Escrivães em suas Delegacias. Eles nunca pediram nada em defesa da instituição nem da sociedade. Usavam os policiais, em grande escala, como empregados domésticos, usando viaturas da própria Secretaria de Segurança para levar a mulher para fazer compras, levar os filhos para os colégios e outros tipos de assuntos tipicamente particular e privado de cada Delegado. Muitas vezes se verificava uma ocorrência no Distrito, mas, nada era feito por falta da viatura que estava fazendo serviços particulares do Delegado. Se algum Policial denunciasse, ele nunca mais teria condições de convivência dentro da instituição. 15. Tinha grandes homens também, como Dr. Batista Moreno, Dr.Ricardo Varjal( o velho, grande pessoa humana, grande inteligência ) e o Dr Ricardo Varjal Filho ( O filho, que logo depois da Revolução trabalhava comigo no Gabinete do Gal. Antonio Adeodato Mont’Alverne, Secretário da Segurança. Ele como oficial de Gabinete e eu como servidor exclusivo do General. O Dr. José Américo Barbosa de Medeiros;o Dr. Gentil Barbosa da Veiga e tantos outros que me fogem da memória neste momento. DA CRIAÇÃO DA UNEPPE: OS PRIMEIROS PASSOS 16. Em 1976, em plena ditadura Militar, o Escrivão de Polícia José Severo, conhecedor das injustiças que vinha sendo vitima os Escrivães, por parte dos Delegados de Polícia, passou a contactar com outros colegas da necessidade de se criar uma entidade classista para defender a categoria. O movimento estava bastante adiantado quando um informe chegava ao gabinete do Secretário de Segurança que logo providenciou a transferência do mesmo para o alto Sertão de Pernambuco. 17. O movimento esfriou e cada Escrivão permaneceu em silêncio temerosos de punição. Alguns dias depois, o Escrivão JOSÉ SEVERO chegava a Delegacia de Polícia Política ( DOPS ), preso e algemado, e o pior, pelo seu próprio Delegado. Um outro Escrivão muito antigo, JOSÉ HIGINO DE MORAES GUERRA FILHO, brilhante profissional, muito competente, muito honesto e, por testemunhar safadezas e mais safadezas praticadas pelo Delegado, o seu superior, resolveu denunciá-lo aos escalões superiores da SSP. Este Escrivão foi levado a Comissão de Disciplina e demitido da função e do cargo por falta grave. Os valores se inverteram. Foi indicada uma outra Comissão de Disciplina pelo Secretário de Segurança a fim de apurar denúncias fabricadas contra o indefeso servidor. 18. A revolta era grande. O inconformismo era contínuo e sempre constante. De um lado se via o Escrivão JOSÉ SEVERO preso e algemado sem nenhuma acusação. Caso muito humilhante. Diziam: É a Revolução..! De outro lado se via o que estava se passando com o colega GUERRA, nome com o qual era conhecido entre os policiais. Mas, na realidade não era a Revolução, era um grande número de mal caráter investido de poderes para desonrarem a instituição em que estavam a servir. Muitos abusavam e praticavam todo tipo de aberrações administrativas, sempre em nome da Revolução. 19. Quem mandou perseguir e até prender o Escrivão JOSÉ SEVERO ? Claro que foi o Secretário de Segurança JOSÉ HIGINO DIAS DOS SANTOS FILHO,. Foi esse mesmo Secretário quem demitiu o Escrivão JOSÉ HIGINO DE MORAES GUERRA FILHO. 20. Um dos piores Secretário de Segurança Pública que já passou pela nossa Instituição. Ele se perpetuou no poder por três ( 03 ) governos, MARCOS MACIEL, JOAQUIM FRANCISCO e ROBERTO MAGALHÃES. Só se afastou da Segurança Pública, porque o doutor Miguel Arraes de Alencar ganhou as eleições, destruindo o candidato da situação o Dr. JOSÉ MÚCIO. RECOMEÇA A LUTA PELA MORALIDADE DA POLÍCIA ( DAVID PESSOA ERA A BANDEIRA DE LUTA ) 21. Em 1978, o Escrivão David Pessoa já acumulava onze (11 ) anos de efetivo exercício na função de Chefe de Secção de Cartório, que na época só era considerado dez ( 10 ) anos para se efetivar na chefia. Claro que ninguém mais poderia tomar essa Chefia, todavia, não era muito confiável devido a força da ditadura militar. E assim, de maneira cautelosa, redigi um requerimento ao Sr. Secretário solicitando a efetivação da chefia de Cartório nos meus vencimentos por já ultrapassar os dez (10 ) anos estipulado na Lei. Meses depois, era publicado na Diário Oficial do Estado a transformação da Chefia em ESTABILIDADE FINANCEIRA. Estava, enfim, assegurado para sempre a Chefia que era exercida por tantos anos por minha pessoa. Era tudo quanto queria para dar continuidade a realização do sonho da categoria em ter uma associação exclusiva dos Escrivães, cujo movimento se paralisou devido a prisão do nosso colega JOSÉ SEVERO. ELEIÇÃO DA UNIPOL ( UNIÃO DA POLÍCIA CIVIL ) 22. Essa Associação mesmo antes da Revolução de 1964 abrigava exclusivamente os Investigadores de Polícia, os Comissários e os Escrivães. A Guarda Civil Não podia participar do corpo associativo. Depois da chamada criação da Polícia de carreira, abriu-se as portas e todo seguimento seria aceito como membro, seria também uma tentativa de desmoronar a administração da Associação dos Policiais Civis, cujo Presidente era o motorista Batista. 23. Participei ativamente dessa Eleição, até porque já vinha fazendo política rumo a criação da União dos Escrivães de Polícia. O Secretário Sérgio Higino não me conhecia e nem era sabedor do movimento. Mas, somente por saber que uma chapa se apresentava como oposicão à chapa oficial foi motivo bastante para arregimentar a maioria dos Diretores e também de Delegados de várias Delegacias para caírem em campo. Ameaçar quem fosse contra a chapa oficial e prometer vantagem e privilégios a quem partisse para ajudar a chapa do Secretário. A Imprensa divulgava uma margem favorável a oposição o que inquietava mais ainda o Secretário. No dia do pleito houve muitos tumultos, discussões entre Delegados e Policiais civis de baixa hierarquia. Havia Delegados que não participava do pensamento do Secretário e gostaria de mudar aquela situação. Entre esses Delegados minha consciência registra a presença do Dr. JOSÉ AMÉRICO BARBOSA DE MEDEIROS, Dr. GILSON AMORIM WANDERLEY, Dr. AMAURI LEÃO BRASIL e tantos outros que me falha a memória. Grande parte dos Comissários de Polícia, Agentes e quase a totalidade dos Escrivães formavam o grande Exército da democracia dentro da Polícia Civil de Pernambuco, pela 1a vez, depois da Revolução de 1964. 24. Delegados quase trocaram tapas, mas, com certeza houve empurrões de ambas as partes. O Comissário ZUZA muito ligado ao Delegado JOSÉ AMÉRICO foi um braço forte do pleito. Há quem diga que ele deu até tapas em gente que procuravam denegrir o pessoal da chapa de oposição. Outros policiais – Agentes e Comissários, ligados ao Delegado GILSON WANDERLEY foram homens valentes. Não temeram as ameaças recebidas pelos Diretores da SSP. O FINAL: A chapa da situação ganhava o resultado num espaço bem apertado e daí em diante DAVID PESSOA passou a ser admirado não só pelos Escrivães de Polícia, mas, por um grande contigente de policiais da SSP inclusive por alguns Delegados. 25. O Gabinete do Secretário sendo vitorioso na eleição da UNIÃO DA POLÍCIA CIVIL ( UNIPOL ) passou então a perseguir os policiais que fizeram parte de nossa chapa. Muitos foram para o Agreste e Alto Sertão e, eu, DAVID PESSOA, não fui também transferido devido a força de um determinado jornalista PAULO MARQUES que foi até falar com o governador a meu respeito. IRMÃO DO SECRETÁRIO TENTA MATAR A PRÓPRIA ESPOSA 26. No ano de 1977 um dos irmãos do Secretário de Segurança Pública, tentou assassinar a própria esposa, a dra. MARIA DO CARMO, disparando vários tiros na cabeça da vítima e, logo, insinuou ter sido um assalto. Eu estava de plantão, a noite e, logo que tomei conhecimento do fato, do próprio punho registrei a devida ocorrência por sinal bem detalhada. O Secretário telefona para o Plantão e determina que nada seja registrado a respeito. O Delegado responde que seu Escrivão já havia registrado- ” Mande esse filho da… lavrar uma outra com tais e tais dizeres. ” Não aceitei rasgar o que já tinha feito. Determinaram então ao Comissário para fazer um outro registro. O Comissário, por inteira ingenuidade, pegouuma folha de papel pautado e sobre cola de colégio cobriu o que estava escrito e por cima fez um grande risco cruzado. A mulher, a dra. MARIA DO CARMO, a qual, era tida como morta, por graça divina ela sobreviveu e ficou escondida em hospitais particulares, quando falou, declarou toda a verdade. Ela permaneceu o resto de sua vida totalmente inutilizada com sua visão e outros traumas. 27. Instaurado Inquérito a respeito, tudo foi feito conforme orientação do Secretário e como já era de se esperar, os Autos foram arquivados. Havia um Promotor de Justiça que parecia que ele não tinha o que fazer, todo dia era visto dentro do Gabinete do Secretário de Segurança. Era o doutor Reginaldo. Vieira. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO: C.P.I. 28. Anos depois, o Deputado EDUARDO GOMES, do PMDB, da tribuna da Assembléia Legislativa denunciava os desmandos de Sergio Higino e lembrava a influência do mesmo na apuração do crime praticado por um de seus irmãos, cuja vitima era uma senhora indefesa, mãe de vários filhos, que atualmente se encontrava nos Estados Unidos se tratando da visão perdida devidos os tiros recebidos. 29. O Deputado pedia uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a denúncia que fazia. Realmente, foi instalada a Comissão e os fatos vieram a tona, levando o criminoso, irmão do Secretário a responder perante a Justiça e submetendo-se a Juri Popular, no Tribunal de Justiça de Pernambuco. 30. Meses depois o Deputado EDUARDO GOMES era vítima de um atentado e por pouco não morreu. Recebeu vários tiros. Houve várias acusações mas, durante as Investigações não foi possível identificar o (ou) os mandantes do crime. 31. As coisas não foram tão fácil para mim. Fui perseguido em todos os momentos pelo Secretário.( 90% por causa desse atentado ) e, isto, me deu mais força, mais energia para continuar a minha luta pela criação da UNEPPE. E, tudo ficou mais difícil, quando me colocaram para trabalhar ao lado de um Delegado totalmente corrupto, totalmente imoral. Não suportava ver as imoralidades administrativas por ele praticadas sem respeito a nenhum subordinado e ainda gritava que não gostava de trabalhar com policiais corruptos. 32. Queria denunciar aquilo. Meu silêncio me fazia refém de uma coisa que não aceitava. Era também criminoso pela minha omissão. Mas, para isto, teria que ter muito cuidado para não cair. Tomei conhecimento que o Diretor de Polícia da Capital ( o nome estou omitindo mas posso dize-lo depois ), não era muito simpático com esse Delegado, então o procurei e relatei o que ele vinha praticando. O Diretor me orientou como deveria proceder e inclusive, me deu um bilhete para o Dr. Teócrito Cunto Guerreiro me defender, caso fosse preciso. Isto me proporcionou mais vontade e mais força de fazer o que gostaria. Denunciar um superior corrupto. PRISÃO DO FILHO DE UM EX-PARLAMENTAR XINXA O REI DA CEBOLA 33. No dia 18 de outubro de 1978, dois filhos de um ex-deputado brigaram em praça pública. Um irmão pegou um cinto e surrou a irmã, que era casada e também formada, provocando vários ferimentos em seu corpo. Ela acionou a polícia militar e o agressor foi preso. O caso foi levado para a Delegacia de plantão. Eu, havia ido jantar e quando retornei a Delegacia, o Delegado estava na porta me esperando. David, disse o Delegado – Estou com uma bomba nas minhas mãos de grande proveito, mas, para isto temos que fazer tudo muito bem direito. Tem ai um safado, querendo ser dono do mundo simplesmente por ser filho de ” XINXA”, O REI DA CEBOLA. Vamos botar pra lascar nesse filho da… e quero hoje mesmo encaminha-lo ao Presídio. 34. Depois de elaborado o Auto de Prisão em Flagrante, comparece na Delegacia de Plantão de Santo Amaro o ex-deputado, homem bastante rico e conhecido em todo o Brasil como Rei da Cebola. Depois de uma demorada conversa, em particular, nos fundos da citada Delegacia ( bate papo entre Delegado e o ex-parlamentar ), A autoridade policial me chama a parte e me pergunta o que fazer para rasgar o Flagrante. Respondi: Nada doutor. O Auto de Prisão em flagrante foi lavrado e concluído, a perícia traumatológica já realizada, ( na época um médico legista permanecia de plantão durante toda a noite dentro da Delegacia ) agora é manda-lo para a prisão ou conceder-lhe fiança. O Delegado desta… sou eu, me traga o Flagrante. Eu retirei da máquina os originais e escondi suas cópias. E tudo ficou como se nada tivesse acontecido. Ele rasgou tudo na minha frente e na frente do ex-parlamentar. No ano seguinte, a vítima comparecia na Delegacia da Mustardinha e declarou que o pai, o ex-deputado, havia brigado com o filho ( agressor ) e no auge do bate boca ele teria confessado que tinha pago cinco milhões de cruzeiros ao Delegado pela liberdade do filho. Eu, prontamente convidei o Delegado da Delegacia em que eu trabalhava, o Dr. Gilson Wanderley para vim ao Cartório e pedi para a vítima ( a moça ) confessar novamente o que tinha me dito e ela tornou a dizer tudo novamente. 35. Transformei aquelas declarações por escrito e denunciei ao Secretário através do Advogado Dr, Teócrito Cunto Guerreiro. O Secretário ao ver a petição registrada, e os termos acusando o Delegado, ele, simplesmente destruiu ou escondeu minha petição e demais documentos anexos e orientou o Delegado corrupto a fazer uma representação contra o Escrivão. Resultado: fui preso, punido com trinta dias e perseguido até o final da gestão desse Secretário.(O Delegado corrupto figurava na Comissão de Disciplina como vítima ) COMISSÃO DE DISCIPLINA 36. Havia um Delegado muito honesto, homem sério e que todos da Secretaria de Segurança o respeitava. Ele era o Presidente da Comissão de Disciplina que apurava o presente caso. ( caso do filho do ex-parlamentar) Quando fui convocado para depor na qualidade de réu, aproveitei a oportunidade e pedi para juntar vários documentos, se não me engano, uns cinqüenta (50) e quando esse Delegado que era Presidente da Comissão de Disciplina leu o seu conteúdo, respondeu: Meu caro Escrivão isso que você está me entregando é um libelo acusatório e vou amanhã mesmo falar com o Secretário a esse respeito. Não gosto de ver nem de fazer injustiça, finalizou. No dia seguinte esse Delegado Era afastado, era desligado da Presidência da Comissão de Disciplina e nunca mais retornou ao seu posto. Este Delegado maravilhoso era o doutor NIVALDO BRÁZ DE ALMEIDA. 37. Quando fiz a denúncia contra o citado Delegado, por prática de corrupção, tive minha residência invadida por vários homens e por sorte, meu cachorro, um pastor alemão, sozinho enfrentou os invasores e teve sua orelha cortada. Prestei queixa e responsabilizei o citado Delegado como único responsável pela minha vida. A questão não era só pelos cinco milhões que ele recebeu desse ex-parlamentar, mas, por outras denúncias, como a de liderar uma GANG DE ARRETEIROS. Um dos filhos desse Delegado corrupto, que por sinal hoje é Advogado, na época era o líder da quadrilha e esta agia em vários estados do Brasil e era auxiliado por um ex-genro desse mesmo Delegado. 38. A participação desse Delegado na quadrilha era simplesmente o tráfico de influência. Muitas vezes ele viajava para São Paulo, Rio de Janeiro e outros Estados para liberar carretas apreendidas e soltar os autores do delito. Ora se apresentava como Advogado e ora como Delegado de Polícia. O Secretário como vários Diretores da Secretaria da Segurança Pública era conhecedor e sabedor dessa pouca vergonha, mas, faziam vista grossa. REUNIÕES SECRETAS 39. Os Escrivães se reunião em vários bairros da cidade e até em favelas, como foi no Alto José do Pinho, dentro do Bonsucesso Futebol Clube, no Alto do Pascoal, e depois, passamos a nos reunir no Sindicato dos Cobradores e motoristas de ônibus, no Sindicato dos Tecelões, no meio da rua, nas esquinas, menos dentro de Delegacias para não haver vazamento de informações. 40. Em 1980, muitos Escrivães desistiram da luta com medo de represálias. Eram testemunhas oculares do meu sofrimento e das constantes perseguições políticas. Tudo depois da lavratura da ocorrência onde um dos irmãos do Secretário era autor principal de um crime de tentativa de homicídio em 1978. 41. Todavia, não desistia. Meu pensamento estava determinado a só parar quando derrubasse o Secretário ou quando criasse a UNIÃO DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA – A UNEPPE. Era uma questão de honra. Sérgio Higino, o Secretário perpétuo da época, humilhara demais a classe policial. Quando um Agente, um Escrivão, ou um comissário era vítima de alguma denúncia, ele convocava a imprensa falada, escrita e televisada para fazer o carnaval e mostrar ao governo e a sociedade que era um homem rígido e muito honesto. Houve também alguns Delegados punidos, mas, apenas aqueles que não andavam dentro de sua cartilha. ( os que não eram bajuladores ). 42. No ano de 1983 estava criada a UNEPPE. 43. Os Estatutos foram concluídos, tendo sua redação totalmente pronta pelo Escrivão David Pessoa no dia 31 de março (1983 ) e, aprovados numa Assembléia realizada no dia 04 de Abril de 1983, no Auditório da Sede do Bonsucesso Futebol Clube, no Alto José do Pinho, as escondidas do Secretário de Segurança. A ditadura Militar pairava ainda no solo Brasileiro. Ninguém podia facilitar. 44. Faltava a publicação dos Estatutos pela Imprensa Oficial do Estado, e o devido Registro no Cartório de Títulos e Documentos. Nos faltava dinheiro. Os Escrivães Carlos Burgos, Diomedes das Neves, Marcos Túlio, Robson José de Melo, Edson Muniz, Peed John Vilela, Paulo Aquino, Delmival Figueiredo, Joacy Cavalcante, Albérico José, José Raimundo, Argemiro Herculano, Paulo Reis, José Carlos, José Torres Guimarães, Reginaldo Francisco, Adjacy de Araújo, Jaime Januário, Estevão Orlando e Luiz Avelino de Andrade, companheiros que passaram a fazer pedágio pelas pontes da cidade do Recife, pedindo ajuda financeira. Era preciso comprar papel, canetas, borrachas, máquinas de escrever, tintas, envelopes e outras coisas mais. Como a arrecadação foi insuficiente para os gastos a serem realizados, então reunimos a categoria para que cada Escrivão em sua área Distrital ou em Especializadas, visitar as firmas e empresas com livros devidamente rubricado pedindo ajuda. Deu certo e assim foi possível fazer a publicação tanto no Diário Oficial como em alguns Jornais da Cidade. 45. Nossas primeiras iniciativas foi comunicar ao então Secretário de Segurança, o Dr. Sérgio Higino Dias dos Santos Filho, ao Governador do Estado, ao Comandante do IV Exército ( Hoje comando do Nordeste ), ao Comandante da 7a Região Militar, ao Prefeito da Cidade e a todas as empresas de televisão, rádios e jornais. 46. Solicitamos o Auditório do Sindicato dos Cobradores e Motoristas para nossa primeira Reunião Pública e foi ali, que diante dos holofotes, pude denunciar os desmandos de vários Delegados de Polícia: a omissão do senhor Secretário quando das injustiças praticadas por Delegados de Polícia contra subordinados; As prisões irregulares contra Agentes, Comissários e Escrivães de Polícia, todos recolhidos nos porões do DOPS e, fiz lembrar ao Secretário, que no DOPS havia muitas vagas, muito espaço para serem preenchidos pelos srs. Delegados que vinham, praticando abusos de Poder, corrupções e, pedirespeito para a classe policial. 47. Fui aclamado pela categoria PRESIDENTE DA UNEPPE. E, durante os três(3) anos de mandato processamos vários Delegados de Polícia e conseguimos levar dezenas e mais dezenas deles as duas Comissões de Disciplina. Quando um Escrivão era injustiçado, primeiro se convocava a Imprensa e depois passaria a Escrever, na condição de pessoa Jurídica, tanto na área administrativa como na esfera judicial. Muitos Delegados passaram mais de dez(10) anos sem serem promovidos por se acharem respondendo processo administrativo. NOVAMENTE PRESO POR ORDEM DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA 48. Pensava que não seria mais detido nem preso pelo Secretário nem por Diretores da Secretaria da Segurança Pública. Puro engano. Era Policial e, se baseando numa entrevista que foi dada a rede bandeirante e a Rede Globo de televisão, onde mais uma vez era denunciado os desmandos do Secretário e a participação ativa de Delegados envolvidos em corrupção dirigindo órgão importantes. Não aceitando esse comportamento da SSP fiz a denúncia em público. 49. Numa terça feira, isto entre 1984 e 1985, quando chefiava a Secção de Cartório da Delegacia dos Peixinhos, cujo Delegado era o doutor Amauri Leão Brasil, três(3) guarnições da SSP chegavam com ordem para me prender e levar escoltado ao DPJ ( Departamento de Polícia Judiciária ). Perguntei de quem foi a ordem, responderam: Do Diretor, Delegado Djair Lopes Diniz. Para inflamar a situação ou perguntei a graduação do Agente que estava a frente de minha prisão, quando me respondeu ser um Agente SP-8. Eu me recusei a ser acompanhado por ele alegando que era um Escrivão SP-10, e segundo os Estatutos da Polícia, um inferior não podia conduzir um superior hierárquico, exceto em Prisão em Flagrante. Houve discussão e não aceitei. Mas, o Dr. Amauri Leão Brasil, Delegado em que estava subordinado no momento, ouvindo a discussão, tomou a frente e disse: ” DAVID FIQUE CALMO QUE EU MESMO VOU LHE ACOMPANHAR ATÉ O GABINETE “. 50. Dentro do DPJ houve forte discussão entre o Presidente da UNEPPE e o Diretor e de repente ele partiu para me agredir, gritando que eu era afoito, um imbecil, idiota e ao levantar a mão eu consegui pular para evitar ser agredido, mas, já estava com a mão sobre o revólver que trazia nas costas. Ali seria realmente o fim de tudo, caso me espancasse. A felicidade abaixo de Deus foi o Delegado Amauri que me defendeu também. 51. Fui recolhido direto para o DOPS ( Delegacia de Polícia Política ), mesmo local onde esteve preso o doutor Miguel Arraes de Alencar. Passei dias e o Deputado Paulo Marques foi falar pessoalmente com o Governador Roberto Magalhães. O Secretário respondeu que não tinha nenhum preso com esse nome. Talvez Governador, esse David esteja querendo aparecer para alcançar alguma coisa de seu interesse, respondia o titular da SSP. 52. Depois que fui liberado do DOPS, um dos diretores que não estava nem esteve envolvido nesse ultimo caso, recebera orientação do Gabinete do Secretário para baixar uma Portaria bem detalhada com aplicação de pena de suspensão de 10 ( dez ) dias para DAVID PESSÕA DE BARROS. Nunca consegui derrubar essas punições. AFASTAMENTO DE SÉRGIO HIGINO DA SEGURANÇA 53. Foi motivo de alegria para todos os Policiais honestos da Secretaria de Segurança Pública. Não era só os Escrivães. Era a Polícia em seu corpo inteiro, no seu todo. 54. Era nomeado Dr. Carlos Veras, Delegado de Polícia, ex-Deputado, ex-Escrivão de Polícia e o mundo passou a brilhar na gestão desse grande homem. Foi nessa gestão que a UNEPPE conseguiu do governador o código para desconto em folha de pagamento para os Escrivães. Foi ainda nesta gestão que conseguimos libertar vários policiais, anular várias punições, entre as quais do Escrivão Diomedes da Neves, de Robson José de Melo e tantos outros companheiros. No final do meu mandato, consegui, juntos aos meus colegas, eleger o 2º Presidente, Carlos de Mattos Burgos. FINAL FELIZ: 55. Para finalizar, quero dizer que a UNIÃO DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO – UNEPPE fora criada por causa das tantas injustiças praticadas contra os colegas Escrivães. O Escrivão era como se fosse uma ” prostituta ” para o Delegado. Só tinha conceito, só era respeitado ou pelo menos, só teria direito a uma gratificação de Chefia, se ele fizesse o que o Delegado quisesse que fosse feito.Podia ser a elaboração de um grande Inquérito ou também pela prática de uma ação corruptiva. Nos Plantões, quando os Delegados não partiam para beberem na zona ou em boytes, deixando a Delegacia entregue a um Delegado de 3a Categoria, e quando estava na Delegacia, no período da noite, era só para dormirem. Os Escrivães, permaneciam a noite inteira batendo máquinas, nas lavraturas de Flagrante e pela manhã ainda tinha de bater um relatório de tudo quanto se passou na noite anterior. Era e sempre foi um serviço que merece respeito de toda sociedade e daqueles que fazem o Governo do Estado. É A MANISFESTAÇÃO, A EXECUÇÃO PLENA DA POLÍCIA JUDICIÁRIA. SEM A PRESENÇA DE UM ESCRIVÃO EM QUAISQUER QUE SEJA A DELEGACIA, NÃO HAVERÁ NEM SE EXECUTARÁ A POLÍCIA JUDICIÁRIA. É tudo ou quase tudo do que se passou durante o nascimento da UNEPPE, em pleno REGIME MILITAR, REGIME DE FORÇA. Era, enfim, a força da Revolução.